terça-feira, 31 de maio de 2011

Angie


"Angie, Angie, when will those clouds all disappear
Angie, Angie, where will it lead us from here
With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, Angie, you can't say we never tried.
Angie, you're beautiful, but ain't it time we said goodbye
Angie, I still love you, remember all those nights we cried
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear
Angie, Angie, where will it lead us from here
Oh, Angie, don't you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But Angie, Angie, ain't it time we say good-bye

With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, I still love you, Baby, everywhere I look I see your eyes
There ain't a woman that comes close to you, come on baby, dry our eyes

But Angie, Angie, ain't it good to be alive
Angie, Angie, they can't say we never tried"

Angie-Rolling Stones



sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Você está certo em exibir ao mundo tantos dentes e tão brancos. Eu é que estou errada quando paro um pouquinho para olhar com tristeza esses sustos do amor. Não tem mais você tirando sarro quando eu não aguentava a dor no peito e te dizia no escuro que era mais ou menos amor mesmo. Porque era. Porque é. Se você soubesse o estado que estou agora, zumbi, pegando detalhes seus por aqui, e doendo tanto que nem sei mais por onde começar. Eu não aguento mais começar. Queria tanto continuar. Não sei, não aguento, ainda não posso, mas queria continuar.”

- Tati Bernardi.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ao seu jeito


Ela chegou e balançou todos no local. O jeito irreverente, estranho com suas enormes unhas pretas e o cabelo preto azulado assustaram os mais corretos. Ela apenas sentou ao fundo da classe, com os fones de ouvido e uma unica caneta e caderno. O professor a conhecia bem, e sabia que apesar daquele jeito de durona e emburrada era uma boa garota.
A garota que saia todas as noites, possuía o corpo com tatuagens e não dizia nada a ninguém. Que vivia uma vida de princesa, ou que os outros achavam que vivia, e era invejada pelas garotas e cobiçados pelos garotos, só pelo poder de ter o diferente. Ela não falava, apenas observava, e sabia de todos e tudo mas preferia guardar pra ela. As pessoas tinham medo e curiosidade, talvez? Ela não ligava pro que os outros pensavam, só o que ela pensava sobre isso ou aquilo. Seus pensamentos eram tão confusos como aquelas marcas em seus pulsos que o desenho não cobria. Ela tinha cicatrizes por todo o seu corpo, e internamente ela urrava. Urrava com aquela dor, de pessoas apontando e rindo, colando chiclete em seu material e colocando o pé na frente.
As pessoas não aceitam que você é diferente a elas, a menina entendia agora. Não era preciso mostrar a ninguém, nem esperar por ninguém. Ela estava bem consigo mesma, seu casulo havia sido desfeito, e ela havia se tornado uma bela mariposa. Mas toda mariposa( ela não aceitava ser borboleta) tem seus defeitos, mas mesmo assim , ela aprendeu a voar sem precisar de ninguém. E seu professor sabia disso, e ao olhar para aquela menina no fundo da classe, soube que ele havia acertado ao apoia-la em seus momentos mais obscuros.

"I'm beautiful in my way 'cause god makes no mistakes. I'm on the right track baby, I was born this way
Don't hide yourself in regret just love yourself and you're set.
I'm on the right track baby, I was born this way"



terça-feira, 26 de abril de 2011

The first

Oi..

Faz tempo que nós não conversamos, e eu tenho tanto para te falar. Sei lá, acho que eu me expresso melhor com um lápis e uma folha, do que olhando pra ti e me derretendo com seus olhos castanhos. Como você conseguiu me transformar em tão pouco tempo?

Eu me lembro da primeira vez que eu te vi, com aqueles fones enormes olhando para o mural da faculdade. Como você estava lindo aquele dia com seus jeans rasgados e aquele velho all star branco e encardido que combina tanto com o meu. E parece que depois de 10 anos, você ainda continua lindo, com a barba rala e o penteado mudado.

Pensando nisso, eu nem lembro porque estou escrevendo isso. Bom, acabei e lembrar. Você foi até a padaria comprar pão doce, leite e o nosso cigarro preferido. E eu sei que você vai esquecer o pãozinho doce e usar o dinheiro pra comprar um botão de rosa. E apesar de eu ficar brava, você vai sorrir e fazer aquele leite com nescau que só você sabe preparar.

Com amor, da sua menina

PS: quando você estiver lendo essa carta, eu vou estar escrevendo a segunda e você vai sorrir que nem um bobo e beijar minha nuca, aproximando nossos corpos na nossa cama.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Love you tonight?

E estávamos lá, na mesa de jantar do meu apartamento com meia garrafa de gim, com cigarros e uma franqueza tremenda. A noite passada havia sido desastrosa, nós dois sabíamos disso. Mas minha indiferença a você me olhando fixamente era pior pra você e a minha melhor arma.
Acendi um cigarro e fiquei em silencio. Na verdade ninguém dizia nada a muito tempo, só Ryan Adams dizia algo no IPOD conectado a caixa de som. Eu não ligava pra música, ou pro gim ou pro meu cigarro semi terminado, ou até mesmo pra tv muda que passava um filme b, só me importava com aquele rosto na minha frente, marcado pelo cansaço e a noite não dormida.
Ninguém teve coragem de dormir, afinal um só conseguia pelo calor do corpo do outro, com direito a pijama de flanela e a minha meia listrada. Ele acendeu seu terceiro cigarro, e pronunciou a terceira frase daquele dia :
-Me perdoa
-Não tem o que perdoar, você beijou-a , e não tem problema
Minha voz gélida o fez chorar novamente, e minha vontade era esquecer tudo e o abraçar. Muitas vezes eu fazia isso, por ele, mas não essa noite.
-Eu vou dormir. - e apagando meu cigarro abri a porta de casa
-Você tem certeza disso?
-Tenho, amanhã nos falamos.
Ele só limpou as lágrimas e saiu. Saindo assim da minha mente, porque do meu coração ele nunca sairia.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ele sempre volta


Ele sempre voltava, mesmo ela não querendo isso. Suas palavras e gestos as vezes eram incomprensiveis, mas dentro de seu coração elas eram aceitas, e ele sempre voltava.
Ele sabia que por trás daquela posição e capa de garota independente, estava a doce menina do interior, que se trancava no banheiro e chorava por 3 horas seguidas e ainda possuía bonecas de infância no fundo do armário. E que ela sorria por coisas bobas, mesmo não demonstrando isso, e mesmo assim ele sempre voltava.
E ela sabia que ele a conhecia melhor que até ela mesma. Que apesar de ela não ser a melhor pessoa na maior parte do tempo, ele a entendia e a amava de qualquer jeito. Que se ela ligasse pra ele as quatro da manhã , ele estaria acordado e pronto para socorre-la e ouvi-la. Que mesmo com seu jeito diferente de pensar e agir ele a amava. E que no fim das contas, ela sempre voltava seus olhos castanhos, pedindo e implorando o seu amor, e que mesmo humilhada, destruída, sozinha, suja e desamparada, ele abria os seus braços para envolve-la com um abraço e colo. Que seu amor era tão grande, que ele nunca a deixaria na mão.
E ela voltava sempre pra ele, e mesmo tendo sido traído, ele voltava pra ela, porque eles se amam mesmo ela as vezes, não aceitando isso.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A minha Juca



-Porque você não é normal?

-Porque sou sua irmã, oras

Na verdade, nós não éramos as mais normais do mundo. Éramos as melhores irmãs do mundo. Os dois anos de diferença, não tinham o efeito pejorativo dos outros irmãos. Era ela que me punha nos eixos, que estava ali sempre, e que me entendia. Assim como se no nosso mundo, não precisássemos de ninguém, que nós duas estávamos bem daquele jeito.

Do jeito que ao viajar, lembrávamos uma da outra, e no fim do dia, o skype era nosso quarto e esconderijo. Que nossos xingamentos eram apenas implicações idiotas por algo não resolvido, mas que afinal, eu nunca conseguia ficar brava com ela por mais de dois minutos.

Que ela era a pessoa que eu mais torcia na minha vida, e que mesmo não gostando, ouvia suas musicas e sabia a letra de cor. E que mesmo não acreditando, eu morro de ciumes.

Que ela é a minha juca, e sempre vai ser, a garota que me faz chorar, me faz rir, me faz querer dizer poucas e boas ,e me ama do jeito que eu sou.



E a garota que eu amo, do jeitinho que ela é, com suas sardas ou seu estilo "eu sou esperta, não preciso de ajuda" mas que no final, eu sempre estou lá para ajudar.