sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobre sucos, bolinhos e palavras



- Eu gosto de você.
Ela foi pega de surpresa. Porque raios ele tinha que dizer isso a ela, naquele instante,entre
as aulas de gramática e espanhol? Será que ele tinha visto algo, ou sentido?
Ele não era a única pessoa em sua vida, havia outros, mais mentiras, e corpos estranhos. Na
verdade, ela pensou que aquilo nunca ia ocorrer, mas ocorreu, e agora? Mandaria um foda-se
viraria o primeiro corredor daquele pavilhão e vomitaria no latão de lixo? Ou esperaria chegar em casa,respiraria fundo e veria que aquilo não era a pior coisa do mundo?
O estômago, com aquela bebida barata que havia tomado, junto com a metade do bolinho comido no café da manhã se revirou de uma tal forma, que ela foi incapaz de digerir algo, que não fosse o próprio suco gástrico. Foi então que percebeu que não seria obrigada a derramar algo, além de uma palavra: obrigada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imagens medidas.


Uma imagem vale mais do que mil palavras. Certo?
E se eu por três dias só desenhasse ou tirasse fotos, sem dizer uma única palavra. Será que as pessoas entenderiam, ou me julgariam?

Será que eu preciso da aprovação de outras pessoas pra continuar meu caminho? Ou é a mania de querer meter o nariz em tudo quanto é ação? Cidades pequenas dizem isso, famílias pequenas dizem isso, turmas pequenas dizem isso.

Então o que essas pessoas diriam, se eu não falasse?Tirariam suas próprias conclusões fazendo fofocas e me colocariam em maus lençóis com as pessoas que eu amo e a sociedade em geral?

O que eu quero dizer: a sociedade é uma merda, porque as pessoas fazem merdas a todo momento. Se a pessoa ao seu lado não fosse idiota, não viveríamos num mundo bem melhor?

Para, pensa , reflita e depois me diga o que você acha.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O punhal e a mentira

O local estava lotado, lotado de almas em busca de uma bebida, de uma companhia. E eu me sentia só. Como se aquilo que eles falavam, e buscavam não era o certo pra mim. O salto em uma das mãos, eu sai. Me desviei de caras cheirando a cerveja barata e o ar frio da madrugada bateu em meu rosto tão forte, que eu pensei que a marca ficaria.

Procurei e o único estabelecimento aberto, era a cafeteria com uma moça no balcão. Eu precisava sentar, e limpar as lágrimas que rolavam pelo meu rosto borrado de um lápis vagabundo e de um vagabundo que havia partido meu coração nessa noite, ao me prometer em palavras vazias que me amava, mas não cumpriu.

Sentei-me em um dos bancos, e pedi um café e uma cartela de cigarros, e como brinde ela me entregou um lenço para que eu limpasse as marcas sofridas em meu rosto. Eu não queria me sentir desse jeito, mas o buraco era tão grande em meu peito que doía, doía e doía. A vontade tremenda de não ter te conhecido ganhava e me possuía de uma forma tão grotesca que me apunhalava pelas costas, e arrebentava-me por inteira.

As seis horas da manhã eu voltei pra casa. E ao passar pela cozinha, minha mãe sentada com um jornal me perguntou se eu estava bem.

-Claro mamãe.- foi o melhor que eu consegui.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A cereja da torta de chocolate



E ele estava ali, parado com o meu sorriso estampado no rosto, aquele sorriso malandro que enganou muita gente antes de me conhecer. Perguntou como eu estava, e suavemente colocou a mecha que teimava em cair no meu rosto atrás da minha orelha, antes de me beijar suavemente.

Era sempre assim: ele passava na volta de seu trabalho na frente do meu e me esperava encostado em seu carro com aquele ar de homem perigoso com todas as tatuagens, o all star branco e o casaco de couro contrastando com a camisa em decote v branca. E dali íamos em algum café escondido ou íamos pra casa mesmo, para matar a saudade um do outro. E era assim, todos os dias, nosso amor amadurecia, enlouquecia , enchia nossos peitos de uma sensação de torta de chocolate com a cereja em cima. E na nossa vida a dois, nós não éramos a torta mas sim a cereja vermelha.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


Sons de passos se aproximam de seu lado na cama. Não é nada, apenas lembranças de algo bom que ocorreu ali. Voce se senta na cama, com os joelhos perto de seu maxilar, e repousa ali sua cabeça cansada de pensamentos cansados. Faz três dias que a posição e a felicidade são as mesmas: paradas e cansadas. É , você não acreditou que os malditos pensamentos voltaram a te assombrar.
O café, o pão, seis horas da manhã. Tudo te lembrava ele, o som do toque do celular jogado no canto do quarto, os passarinhos piando na jardineira, o cheiro do travesseiro, o calor que lhe faltava, a vontade de conversar com alguém, e até a vontade de. Tudo, e você se odiava por isso.
A boca desalojada do joelho, indo para o travesseiro ao sentir o gosto amargo. Das lagrimas?Não, apenas das lembranças.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

13 graus



Me bateu um calorzinho hoje, apesar de estar fazendo 13 graus lá fora. Aquele calorzinho de lareira, e família reunida no natal ao redor do grande peru e da torta de maçã. E foi quando me toquei que esse calorzinho significava que você estava na cama, com o lençol cobrindo apenas a parte de baixo, e não cobrindo aquela curvinha que suas costas faziam quando você dormia de bruços e suspirava.
Lembrei-me também, daquela tua covinha na buchecha, que aguçava quando você sorria e sorri e dei risada.Risada desse sentimento que inundava meu peito, o calorzinho de 13 graus ao seu lado.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sobre sentimentos, cataratas e chá


Oi, lembra de mim?

Pois é, eu sou seu coração. Acabei de passar por uma cirurgia muito importante, mas estou de volta pra conversar com você. Eu sei, mas era uma cirurgia tão importante mas tão importante, e você precisava tanto disso, que resolvi me dar ao luxo de faze-la.
Faz tempo, não? Talvez 1, 2 anos. Não me lembro muito bem, mas de uma coisa eu lembro. Das suas perguntas a mim. Ora minha cara, eu apenas te digo palavras felizes, ao contrario do meu amigo cérebro. Ele sim é o sensato, eu apenas um bobo apaixonado. E de perguntas, eu não tenho nenhuma resposta.
Lembro de como você ficou ao ouvir a porta bater e um bilhete escrito com letras feias e sujas. Lembro que você ficou arrasada, ouvia musicas altas com letras melosas e seus pais se preocupavam com você. Te ligavam, e a mentira quente saia de seus lábios “ estou bem mamãe, não se preocupe” mas não estava. Eu havia me machucado, e machucado você. Malditos sentimentos canalizados em emoções. Devia ouvir mais o cérebro do que a mim, era o que eu ouvia. Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, segunda e assim por diante. O corte, o machucado em seu peito aumentou tanto que parecia crateras igual as cataratas do Iguaçu. Grande e cheio de lágrimas.
Você então decidiu mudar de vida, cortar o cabelo, pinta-lo, arrumar amigos legais e frequentar festas descoladas. Não deu muito certo. Resolveu então mudar pro Acre, fazer curso de fotografia e namorar todos os caras possíveis. Não deu muito certo.
E eu continuava aberto, sofrendo de hemorragia interna. E você continuava tentando fazer de tudo para esquece-lo. Resolveu voltar do Acre e morar novamente com seus pais, e continuar o curso de fotografia. Bom, deu um pouco certo, afinal quem hoje em dia mora no Acre?
Foi ai, um dia ai que você resolveu me levar para a cirurgia. Conheceu um cara mais velho, com idéias mais velhas e um carro mais velho. Te levou pra jantar, te tratou bem e te deu um anel com direito a um pedido e uma resposta. E eu, voltei com uma grande cicatriz, mas não maior do que o seu sorriso ao vê-lo ali, todinho pra você, sem bilhetes com letras sujas e feias. Apenas uma boa caligrafia, e um copo de chá no fim da tarde.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Viceras e borboletas


Sobe.Desce.Sobe.Desce. Era assim que eu me sentia. Numa grande montanha russa, esperando para despencar gradativamente, e fazer meu estomago sentir tudo. Colocar tudo pra fora, as entranhas que me consumiam como um viciado consome sua droga. Muito forte para você?Que pena, estou só começando.
Então a queda livre, os braços levantados, a câmera tirando a maldita foto de meu rosto, meus sentimentos, e lembrando daquele café da manhã. Eu sabia que não deveria ter engolido na pressa aqueles ovos, engolido meu coração novamente, porque na pressa do vamo naão vamo, você o destroçou e jogou para os cachorros, e eu o tive que pegar de novo. Pegar os pedaços dele e engoli-los novamente. Fingir que estava tudo bem, para poder sair na foto. Foto?É , na foto mais parecida com um raio x , em que tudo esta correto, ao contrario de meu estômago e meu coração. No estômago apenas borboletas mortas, e no peito?ah, um emaranhado de viceras, sangue e sentimentos.
O lápis borrado, o batom borrado, a roupa vestida ao contrario. O coração esmagado e a alma despencada, como uma montanha russa. Sobe. Desce. Sobe.Desce. Era assim que eu me sentia, e é assim que eu me sinto. Sobe. Desce. Sobe. Desce

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pipocas ácidas


Foi numa manhã que eu o vi, pela primeira vez, perdido entre pensamentos e com uma revista nas mãos. Ele estava tão perdido quanto eu, ele disse. Separação dos pais, cidade nova, bla bla bla. Os mesmos problemas, mas que saindo com notas aveludadas de sua boca pareciam uma coisa totalmente nova pra mim – mesmo eu estar sofrendo dos mesmos males.Ele me fez perguntas rápidas, e eu as respondi com rapidez. Nada de novo, nada de útil, apenas uma boa companhia para passar uma fria segunda-feira. Foi então que começou : amigos, baladas, bebidas, namoro, casamento (de outras pessoas, não nosso) e ele sempre com a mania de fazer perguntas inteligentes, rápidas e acidas. E eu?Bom, aprendi a responder na mesma moeda, afinal, não é todo dia que o humor ganha confiança e rispidez.
Ele disse que havia se apaixonado. Me lembro bem desse dia. Estávamos em seu sofá, assistindo tv e rindo de besterinhas a toa. Ele com um pacote de batatas em sua barriga e eu com um pote de pipoca. Apenas olhei pra ele e ele suspirou. Sem perguntas? É, sem perguntas. Porque eu me magoei ao descobrir que outra garota havia ganhado seu coração e eu não fui capaz disso. Mas eu era uma boa amiga (tenho minhas duvidas) e perguntei quem era a guria. E ele?Bom, me deu a ficha da garota. Ela é bonitinha, nova e alegre. Tem o cabelo enrolado, os olhos claros e um coração bom. E está do meu lado, comendo pipocas e rindo por dentro ao saber que é a escolhida. E eu quero que ela sempre esteja ao meu lado para comer pipoca e rir comigo, afinal, é a garota boba que eu gosto e me importo, independente do que ela faça comigo e se me magoar, porque ela é esperta o bastante para não me magoar, assim que eu serei esperto bastante para que eu não a magoe. E mudou de canal.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Com nuvens e sem virgulas


Eu acho que nunca parei pra pensar em como nós éramos. Uma deliciosa mistura de contrastes, temperos e chamegos. Algo como acordar sozinho e desfrutar de um delicioso café na cama com suco de laranja torradas e beijos doces de pasta de dente. Sim, tudo sem virgula, tudo intenso e nebuloso.

Nebuloso? Você implicava com minha mania de colocar a mão no bolso, de morder o lábio e de prestar atenção em todos a minha volta. Todos, menos você.

Dai você foi embora. E eu? Fiquei numa tristeza absurda de ter perdido você por causa de uma mania estúpida. A mania de querer ter tudo e não poder conseguir nada. A mania boba de rir de qualquer besteirinha a toa.

Ah, e de ouvir aquela musica tempo suficiente para decorar e cantar o fim de semana todo sem trégua ou etc. Etcetera, e não etc como você me disse uma vez. E o mundo nebuloso, voltou a ser cinza e feio, e mau cheiroso e sem vida e sem borboletas. Sim, tudo sem virgula, pra evitar qualquer reclamação posterior. Sem virgula e sem você. Ô vidinha, não?

sábado, 4 de setembro de 2010

Confissões entre lençois , agora completo


Havia tanto tempo que não conversávamos. O tempo, desgastante e traiçoeiro, nos arrebatou para uma rotina que não gostávamos, mas que não fazíamos força para que ela fosse mudada. Os segredos que antes não tínhamos, pareciam estampar nossos rostos. Mas nenhum de nós íamos dar o braço a torcer. Não contaríamos o que , expusemos um para o outro. Segredos que machucavam o coração e a alma, mas com um pequeno pedaço de seda, nós o cobríamos. E cedo ou tarde, ela iria amarelar, furar e se desgastar, e ao invés de colocarmos pra fora, cobríamos de volta. Como um vicio, que não quer ser demonstrado.

Mas no preparo do mesmo prato, o seu prato preferido, resolvi não mais esconder dele esses segredos envolvidos em pedaços de seda. Mas ao te ver chegando cansado, com o terno em um dos braços, e o guarda-chuva em outro, molhando o hall de entrada, resolvi deixar para o outro dia. Afinal, não importaria o quanto foi o preço da carne, ou que a diretora da escola reclamou do mau comportamento do filho caçula. As crianças pulam em seu colo, e eu parada na soleira limpando a mão em meu avental cuidadosamente amarrado em minha fina cintura. Ele me vê, sorri, e continua a brincar com as crianças. Logo, penso que segredos não precisariam ser revelados.


A mesa arrumada, os elogios de sempre, as vozes alegres dos filhos, algo estava errado, afinal, ao
olhar em seus olhos, não descobria mais nada. A idade nos envelheceu, os cabelos brancos nos deixaram mais sábios. Sera? Tinha minhas duvidas. As crianças estavam em suas camas, ele largado no sofá vendo o jornal, e eu na cozinha presa em pensamentos. Será que meus pais eram assim? Será que eu queria que meus filhos achassem isso de nós? Então as brigas, as reconciliações, eram só de gente jovem? Que com o passar do tempo, o amor era colocado em uma caixinha, deixando espaço para a acomodação e a frustação? Não , eu não queria isso. Então deixando uma lagrima correr, tirei o avental, sentando-me ao seu lado no sofá. Nem uma palavra amorosa, nem uma consideração inicial. E a final? Seria em seus braços , na cama de casal durante a madrugada?


Ele , com um cigarro na boca, e eu apenas virada para o lado fingindo dormir. Os segredos? Deixei pro outro dia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Your face, baby


Eu ria. Da vida, e de você, idiota que me trocou pela namorada peituda e burra. A garota que só sabia falar sobre unhas e calorias. Ela não tinha o que você mais admirava em mim: conteúdo.
Pois é, e agora eu do risada, risada de você e de seu relacionamento sem assunto. Bem feito, otário.

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma vida em seis anos


Hoje, acordei pensando em meus últimos seis anos. Tantas coisas aconteceram, pessoas passaram por mim, como quem corre para pegar o metro lotado. Mas algumas pessoas ficam, e fazem uma diferença.
Acordei pensando em você, em nossa amizade, afinal são 6 anos, e talvez embriagada pelas sabias palavras de Tati Bernardi, decidi escrever algo pra você, e só pra você.
O melhor homem, o melhor amigo, melhor irmão, melhor tudo. Ao seu lado, é como se as coisas fluíssem naturalmente. Você me ajuda com assuntos masculinos, e eu apresento umas ideias femininas pra você se ver do lado oposto da moeda. Você me ajuda a andar no salto alto, e também a permanecer no salto sobre determinadas coisas, determinadas situações e contextos. E eu nunca descrevi esse meu sentimento por você. Nem uma linha ou um paragrafo qualquer.
São seis anos de sentimentos jogados foras. De chegar e falar na cara sobre determinado menino. e ouvir da própria mãe que os namoros dele não duram comigo ao lado. Estranho?talvez. mas extremamente sabias essas palavras.
Os gostos musicais, as baladas, as frases, os cheiros, os gostos, os amores, os amigos, o cachorro, a família. Tudo, você esta incluso. As vezes paramos somente pra falar besteiras. Duendes, casamento, cachorro e fada do dente. Treze minutos em meu torpor desesperado, com você no outro lado da linha paciente comigo, como um pai que ensina o filho a andar de bicicleta.
Todas as situações escabrosas, alegres, é você. A maçã do amor, o morango com chocolate, o churrasco a pizza no fim de semana. a companhia na balada, a praia e o sitio. O braço dado para não cair, limpar o pé de areia, o confessionario no domingo a noite sobre o fim de semana. o grupo de amigos e sempre o mesmo riso franco e choro contido.
E eu seria totalmente previsível se nunca tivesse escrito nada pra ti, até hoje, essa manhã ao acordar e pensar. Afinal, são seis anos e uma vida inteira pela frente.

"Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. " - Tati Bernardi

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre almas e dedos mindinhos

Eu tentei colocar todos os meus problemas, em suas costas. Tentar com isso fazer você ir embora da minha vida, mas não foi o que aconteceu. Parece absurdo de minha parte, fazer isso com um ser que todos achavam o par ideal para meus devaneios juvenis, mas eu fiz.
Por orgulho ferido?maybe.Por eu ver que uma pessoa não pode catar os pedaços de seu coração sozinha, e derramar as lágrimas eu um estúpido travesseiro nas noites frias de um Junho perdido no tempo? maybe. Mas também pela vontade de falar sobre determinada pessoa, sem ter que pagar pela hora gasta a base de risada e batatas fritas com coca-cola.
Invejo aquelas pessoas, firmadas em seus próprios conceitos, em suas vidas alegres de ter um corpo diferente em noites diferenciadas, mas se parar pra pensar, esses corpos são só corpos, e o coração regado a bebidas e orgias.Mas acho que não conseguiria fazer isso, com meu corpo e minha alma.
Minha alma, apesar de ter seus arranhões e roxeados, de batidas de dedo mindinho no pé da cama, está intacta. E eu tinha medo, quando você apareceu com um sorriso no rosto e um buque de flores do campo em suas mãos tremulas, e eu gostei do que vi, sorri e dei risada com seu jeito bobo de abrir a porta do carro para mim e insistir em pagar a conta do restaurante. Mas minha alma, deu o alerta vermelho, quando o convidei pra entrar, e tomar um chá.
Um chá? Só isso, eu pensei. Mas ao ser pega desprevenida no balcão da cozinha, recebendo um beijo doce e sem malicia, meu coração pulou em meu peito, se é que isso fosse possível.
E foi ai que eu vi, que se talvez eu jogasse meus problemas em suas costas, e gritasse com você, e até te esbofeteasse, você iria embora, e eu sentiria um alivio e minha alma se concertaria,afinal foi somente outra batida no pé da cama com meu mindinho.
Mas você não foi embora, e me disse em meio a bofetadas e mordidas , que nunca iria embora, e eu, acida disse que o nunca era muito tempo.
"Não importa", foi o que ele disse, beijando meu nariz e me puxando para o abraço.
Confessei que tinha inveja de pessoas com um acompanhante por noite, mas querido, depois de você, eu quero apenas um acompanhante em minha cama, e é você.


  • Música do dia :Negrito Take your love with me - Sophie Madeleine

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Primeira vez

"Você sempre me disse que sua maior mágoa, era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, o porque de eu dormir chorando, porque era impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado, e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto, mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu."

Tati Bernardi

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Me.


Tenho manias incontroláveis. Mexo o pé freneticamente e mordo até tirar toda a pele de minha boca para depois reclamar que está ardendo. Mexo no cabelo e o corto para depois sentir falta de minhas pontas duplas.
Leio bula de remédio, mas fujo de injeções. A segunda-feira demora a passar, e o domingo passa muito rapido. Tenho roupas que uso em demasiado, e outras que há tempos não a luz do dia. Reclamo da distancia de minha sala a cozinha, mas andaria até o Ceara e Belo Horizonte se fosse necessário.
Faço a diferença entre amigos e conhecidos. Não olho fixamente para estranhos, mas sorrio para um bebe no colo de sua mãe.
Sou sensível, mas não choro na frente de garotos. Sou romântica, mas não mando mensagem e recados apaixonados, deixo isso para os livros. Não gosto de lasanha, somente a semi-pronta da perdigão e não trocaria os tacos de minha mãe por nada. Ouço musica com conteúdo, mas não dispenso uma balada eletronica de fim de semana.
Amo pouco, me apaixono muito. Sou sonhadora mas sei que tenho que manter os pés no chão.
Passo do riso para o choro em pouco tempo. Tenho amigas bipolares assim como eu. Sou frágil, manteiga derretida e choro em minha TPM, mas minhas lágrimas são somente para aqueles que eu amo. Odeio idiotas, mas adoro os imbecis. Tenho conteúdo, mas sou fútil quando devo ser.
Adoro mudanças, odeio despedidas. Escrevo pra mim, mas adoro elogios.
Amo anéis, mas odeio laços. Curto xadrez e odeio listras. Prefiro historias em quadrinhos do que revistas de fofocas. Prefiro filmes de meninos e desenhos do que novelas. Acho "friends" a melhor serie do mundo, mas não dispenso "The O.C" por nada.
Prefiro homem aranha e homem de ferro do que bonecos e barbies. Não trocaria minhas musicas por nada, mas gostaria que meu aparelho tivesse mais que 4 gb.
Não julgo, apenas ouço. Brigo, mas depois faço as pazes.
Sou desastrada, mas não mudaria meu jeito em nada. Sou orgulhosa, cabeça dura , mas sei quando estou errada.
Amo brigadeiro, odeio beijinho. Amo chocolate preto. odeio chocolate amargo.
Amo bandas que ninguém conhece, odeio bandas que são moda, estilo fast food.
Amo all star, mas viveria apenas de havaiana.
Utilizo letras de musicas e trecho de livros pra dar conselhos.
Odeio o jeito que meu país é governado, mas não trocaria ele por nada. Adoro cheiro de sais aromáticos e incenso, mas odeio o cheiro de certas pessoas. Amo abraços e odeio desrespeito.
Já tive fases. Já revoltei e tive cabelo cacheado. Tenho mania de ficar 1 hora no telefone com certas pessoas. (uma pessoa)
Tenho vontade estranhas, vivo no meu próprio mundo. Tenho uma amiga que é minha alma gemea, e um futuro marido. Sonho com filhos, mas não trocaria meu futuro por uma gravidez indesejada.
Amo fermentados, odeio destilados. Dei banhos de palavras e de agua em amigas descontroladas, e não deixaria por nada amigas sozinhas por causa de um cara x de uma balada.
Sou apaixonante, critica, louca, descontrolada, amada, amável, orgulhosa, inseduzivel,incompriensivel.Sou menina, criança, mulher,advogada, escritora, cabeça dura, viciada, amorosa, amiga, irmã. Um oscilante mudança em 24 horas.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Garotos e Garotas


Quando somos pequenos, as crianças são ensinadas a distinguir os brinquedos : meninas com bonecas e panelas e meninos com carrinhos e caminhões.
Quando crescemos, bom os brinquedos continuam e cada um decide com o que vai brincar, mas sempre com aquele pré conceito de que se a menina brincar de bonecos por muito tempo, é melhor levar no psiquiatra.
Devo admitir que as coisas de menino são beeeeeeeem mais legais que as coisas de menina. Afinal é bem mais legal ver "transformers" ou "iron-man", do que uma comédia romântica em que você vai sair do cinema com a cara inchada e a auto-estima no saco. Mas vai pedir pra sua mãe quando se tem 1o anos que ao invés de querer uma barbie Malibu, você quer o woody do "toy story"? Ela vai te olhar de canto de olho e te dar mesmo a barbie Malibu, pois a verdade é que até as mães com suas próprias filhas são machistas,ou vai dizer que em um almoço de domingo da sua tia gorda que tem 3 filhos pestes da sua idade, tua mãe vai pedir a sua ajuda pra arrumar a cozinha, e não a dos três sobrinhos, que com certeza enquanto você estiver fazendo isso , estarão destruindo o canteiro de flores ou puxando o rabo do seu gato.
Tudo isso é pra dizer, meninas são criadas pra serem meninas e agirem como Amélias, e os homens, bom, são criados pra serem machos, não chorarem e serem em sua maioria , cretinos.
  • Música do dia : Boys don't cry - Jay Vaquer

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dúvidas




"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. " CFA

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

You and Me



"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."

Caio Fernando Abreu

domingo, 25 de julho de 2010

I need you now, somehow


Meu amor,
Aquele lugar no sofá antes ocupado por ti, gelado estava. Eu me sentia feliz, alegre , sorridente. E fazia as pessoas pensarem que eu estava desse jeito, mas a noite quem mais sofria era eu.
Perdida em meus pensamentos. Filhos e netos me perguntavam se eu estava feliz, e sorrindo de uma ponta a outra, mas com o aperto em meu peito, eu dizia que estava bem .
Mas, eu estava mesmo?
Já haviam se passado cinco anos, cinco! E sua poltrona continuava ali, ao lado de seu croché não terminado. A depressão e o vazio lancinante que comia todas as minhas forças, dormiam ao meu lado, ao lado de onde você dormiu por 60 anos, e que com uma pequena marca de seu frágil corpo, marcado no colchão.
Eu apenas dizia ali, somente para mim e o monstro da solidão, que eu precisava de você, eu necessitava de você.
Todas as estúpidas brigas pelo pudim, ou pelo nome do primogénito, me pareciam engraçadas e bobas. E ainda bem que você me convenceu a usar o seu nome, afinal, Agenor não é muito convidativo.
Parado ao seu lado, no túmulo granizado e belo de nossa família e olhando sua foto, reparei em sua beleza. Nunca te disse, mas você sempre foi a moça mais bonita do salão, podia não ser a mais cobiçada pelos rapazes, mas pelo meu coração sempre foi, e cobiçada até agora está sendo.
Em breve, Aurora, nos encontraremos, e eu poderei dizer essas palavras a você, e somente a você.
Até breve,com amor
Bernardo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Since u been gone


Músicas, filmes, lugares. Tudo me lembrava você. Cada dia que passava, a dor aumentava e diminuía, como se meu coração fosse uma grande montanha russa.

A temperatura, o cheiro e a cor de sua pele, junto com seu sorriso, incendiavam meus sonhos. Em lugares que eu nem poderia imaginar. Recaídas, para te ter novamente, pulsavam quentes por meu corpo ao discar os conhecidos números, e sua secretaria eletronica atender, com uma voz feminina fazendo par a sua, e com isso molhando meu travesseiro a noite.

Eu sabia, meus conselhos a todos foram em vão. eu chorei por um homem, e pior, amei um idiota. E o que eu recebi em troca? Dor e sofrimento.

Até que um dia, resolvi mudar. Limpei a penteadeira e joguei fora os remédios. O seu telefone, apaguei de minha agenda. As fotos, presentes em todos os lugares, rasguei. E aquele meu amigo que você odiava, liguei e fomos jantar. O vestido vermelho guardado no armário com cheiro de naftalina, mandei lavar e com a sandália mais alta da loja sai com ele.

O problema disso tudo é, que ao me apaixonar por um idiota, todos os homens se tornaram idiotas. Por isso dispensei o amigo e fui curtir sozinha a noite, e ao topar com você boquiaberto com a mulher que eu virei, sorri sarcástica e dei as costas, que é o único lugar que você merece ver.

Happiness Is A Warm Gun





"Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre. Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos de um homem de 32 anos, planejando ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso. Que outra mulher te veria além da sua casca? (..) E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de manga lendo notícias malucas no jornal. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora. Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”. E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida. E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso. Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto. Bastante assunto. Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba. Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos. Também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado."
Desconheço o autor.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O doce sabor da culpa

Seu sangue ,hipoteticamente em minhas mãos estava. Você não disse nada, apenas olhou-me de cima a baixo e com a cabeça baixa cruzou a soleira de minha porta.
O choro, quente, constante e salgado, molhava meu rosto nas noites mau dormidas, e o celular na mesa de cabeceira ligado estava. Mas você não ligou, não me procurou, não me amou como eu devia ter sido amada.
Pedidos de desculpas agora, pra que importam?Você não voltaria, e eu não correria atrás.
O fim, era a palavra que eu temia, era inevitável, e na ponta da língua , como uma confissão quente e nostálgica.

  • Música do dia : Sem mais desculpas -Seks Collin

terça-feira, 6 de julho de 2010

Decisões


Duas estradas, duas rotas, dois destinos.

Em uma, a promessa de trabalho e a conta bancaria dos sonhos mas, nada de amor, somente casos passageiros e quem sabe, um casamento regado a expectativas,mas com um prazo de validade.

Já a outra, a promessa da vida dos sonhos não existe. Contas bancarias astronómicas, passam longe de sua vida, assim como o carro e os lugares da moda, mas a garota que você namorou sua vida toda, está no quarto ao lado colocando o vestido de noiva, e seus amigos de infância no jardim de sua casa.

Duas estradas,duas rotas, dois destinos. Qual seguir?

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um amor errado



"E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada um amor idealizado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou. Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego."


Martha Medeiros.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Basta


As mesmas desculpas para minha pessoa, de quem era tal e tal, começaram a não surgir efeito. De longe eu via suas mentiras e apesar de ter aguentado bastante, elas não bastavam mais. Não bastava mais eu te ver com hálito de bebida, e com marcas de batom que não eram meus em seu colarinho, quando chegava em casa as três horas da manhã. As jogatinas me irritavam e o cheiro de seu charuto cubano me enojavam.
Os eventuais pedidos de perdão vindos de sua parte, começaram a ser ignorados. Suas ligações as três da manhã começaram a serem ignoradas. Você, na minha vida passou a ser ignorado. Minha vida, antes fechada começava a desabrochar, e sem você ao meu lado, o meu lado menina faceira, retirada de você por graças ao casamento forçado, inundavam minha alma.
De você,bastava apenas a pensão de nosso filho e nada mais.
"Tão logo essa palavra ''amor'' lhe ocorreu, ela a rejeitou." - Virginia Woolf

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Figuras,retratos e sentimentos

Os dias, frios de junho, adormeciam meu corpo cansado na cama. A falta de sono, a ressaca moral do dia seguinte me consumia como fogo consome a lenha. Eu não tinha vontade de levantar, ou de trabalhar. Tudo o que eu pensava era como o seu lado da cama estava gélido, e isso me congelava. Congelava meus sentimentos e meu coração.

Olhando para aquelas fotos, guardadas no fundo da gaveta, o nó habitual de minha garganta se formou. Em minha cabeça, a frase banal ecoava ali, mas eu não pude deixar de me segurar, fazendo com que uma lágrima, rolasse de meus olhos, fazendo uma pequena rota molhada.

Eu não havia superado, e isso me machucava sempre, e a dor, me perseguia, apunhalando minhas costas e meu coração sem dó nem piedade. Eu não precisava de você, apenas de algo que parasse . Os comprimidos espalhados sobre a pia, ao lado de um copo com um liquido diziam o que tinha que ser feito.

As mãos trêmulas, as cartas endereçadas e guardadas na gaveta do criado mudo. A dor de seu nome em meu peito, dava espaço para o torpor. Não, eu não choraria, e nem queria que voce chorasse no meu funeral, por algo que você mesmo provocou. Não queria que você se sentisse pior, do que eu esperava de você. Nunca mais.



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Efeito Amelie Poulan

A maioria das pessoas tem o efeito "Amelie Poulan" dentro de si. Não entendeu? Bom vou explicar.
No filme, Amelie Poulan (Audrey Tatou), prefere imaginar a relação com alguém ausente,do que criar laços com aqueles que estão presentes. Quantas vezes, nos apaixonamos por algo impossível de se ter, como o professor, o ator ou escritor preferido, ou até alguém que nunca viu na vida, como um amor pela internet, que se encontra em sites de bate papos, e vidas paralelas, ou os famosos fakes. Pessoas que juram amor eterno depois de cinco minutos que se conhece, e que com o passar do tempo, se torna tão intenso e fantasioso,que ao descobrir que a outra pessoa não é tudo que se imagina, o mundo se desmorona. As vezes, é mais fácil se agarrar ao virtual e imaginário, mas e quando você sofre alguma coisa, alguma perda, é pra quem que corre?Pra tela do computador?Você sabe, que o que a pessoa diz pra você, condiz com sua personalidade, ou é só pra te prender ali?Longe do mundo real, e das coisas reais e palpáveis da vida cotidiana.
É melhor mesmo se apegar a algo frio e sem amor, sem beijos,abraços e olho nos olhos? Ou a algo que você vai ter que pular as pedras do caminho, vencer as batalhas do dia a dia, mas no final de um dia cansativo, terá um corpo quente, e um abraço te esperando para te acolher e te acalmar, e ouvidos reais para se contar uma historia?
Faça sua ponderação e pense a respeito.

"Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes." Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros." Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"
  • Filme do dia: A nova cinderela (A cinderella story)- 2004
  • Música/Clipe: Amor platónico - Legião Urbana

sábado, 12 de junho de 2010

Amar, verbo intransitivo


12 de Junho, dia dos namorados.
Dia que bares estão lotados de casais apaixonados e baladas lotadas de solteiros a procura de um romance fast food,rápido e indolor. E que ainda entrega em casa, só que nesse caso, a entrega acontece depois de oito horas.
Dia em que comércios lucram, as custas de homens e mulheres a procura do presente perfeito, um presente que mostre o quanto ele se importa com o seu par.
Solteiros que se sentem diminuídos nesse dia, já que ao ir em restaurantes, vêem casais sorridente e quando o garçom pergunta se é somente ele, deixa somente um prato, fazendo uma cara de pena, dó e até raiva, pois o solteiro, pagará somente uma meia porção. Solteiros que se entopem de chocolate e de bebidas alcoólicas assistindo briget jones na sessão das nove da TNT, e pedindo um pouco de romance, pelo menos nesse dia.
Casais, que brigam todos os dias do ano, traem e são traídos, choram no travesseiro por algo que o namorado falou, e somente esse dia, ele se torna o homem dos sonhos com bichos de pelúcia, rosas compradas na floricultura do shopping e cartões com o manjado "feliz dia dos namorados".
Casados dizem que são eternos namorados, mas na maior parte do tempo, brigam por futilidades e ciumes bobo, do controle remoto no domingo a tarde, ou do ultimo pedaço de bolo de chocolate do aniversário do sobrinho, e somente esse dia, não brigam e se amam em meio a lençóis e edredons ao som de Celine Dion.
As vezes esse dia, comum para as outras pessoas do mundo, é especial para você. Não estou desmerecendo esse dia, afinal o presente para o meu namorado está embrulhado em cima da penteadeira de meu quarto,e sei que o meu está com ele, mas se pararmos pra pensar, só lembramos de dizer palavras doces e presentear nossos parceiros em dias festivos? Ou deveríamos fazer isso todos os dias? Mostrar que nos importamos com ele nos outros 363 (um é dia dos namorados, e outro é aniversário de namoro) dias do ano? Ou fazer de nossos sentimentos , apenas algo comercial e material? Ta aí algo para pensar e meditar.
  • Filme do dia: Idas e vindas do amor ( Valentine's day)
  • Música/Clipe do dia:Valentine-Kina Grannis

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Declarações




"-Antes de te conhecer, minha vida parecia sem cor e vazia. Pode parecer piegas, mais quando eu te vi, a única coisa que tinha cor na minha frente era você. Eu sei que eu fui um idiota em algumas partes do nosso relacionamento, e eu me arrependo disso. E quando sorri, tudo fica diferente ,traz a paz que o coração sente.Você se tornou meu sol, minha lua, meu nascer e por do sol, minha vela em meio a escuridão. E eu quero continuar a ter essa sensação, de que há amor na vida, todos os dias, com você ao meu lado. E eu quero melhorar, para que você saiba que me merece. Eu te amo ,e quero te pedir uma coisa agora.
Nessa hora eu já estava chorando.
-Qualquer coisa.
- Casa comigo? Agora, nesse exato momento?
- Sim,eu caso com você meu amor.
Ele sorriu e pegou o barbante amarrando- o ao meu anular esquerdo. E eu amarrei no dele. Eu não parava de chorar, de alegria.
- A aliança mais bonita do mundo.
Eu tirei a de prata, e coloquei junto com a minha.Peguei a corrente dele e pendurei a aliança dele em seu pescoço.
O beijei, e me deitei o seu lado. Acabamos adormecendo abraçados."
  • Filme do dia: Simplesmente amor (Love actually)-2003
  • Musica/Clipe do dia: Amiga mia - Alejandro Sanz

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O primeiro beijo



A concentração e a cabeça baixa copiando a matéria que o professor passava foi interrompida quando a amiga que se sentava atrás mandou um bilhete. Ao abrir, a vermelhidão de sua bochecha foram afloradas. Tremendo , ela apenas respondeu que sim. Fim da aula, ele a esperava do lado de fora da classe. Trocaram algumas palavras, mas o silencio tomou conta. Como se por mágica, eles viraram o rosto na mesma hora e sorriram. Ele mais tímido que ela, não sabia o que fazer, afinal o que ele contava aos amigos era diferente, e a mentira era necessária. Lentamente, os lábios se encostaram, lentos e suaves. As mãos dela para a nuca dele, e as mãos dele para sua cintura. Como numa pequena dança lenta, tudo havia se encaixado, principalmente aquele sentimento, antes adormecido, que agora bailava no estômago de ambos, trazendo uma ótima sensação.
  • Filme do dia: Nunca fui beijada (Never been kissed)
  • Música/Clipe do dia: You belong with me -Taylor Swift

terça-feira, 8 de junho de 2010

Durante toda essa semana, os posts serão em homenagem ao dia dos namorados. Temas como "o primeiro beijo", "namoro" e etc abordados, serão.



Música do dia: Regina Spektor - Samson

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pra você guardei o amor que nunca soube dar




Aquele buraco formado em meu peito aumentava todas os dias, principalmente a noite, ao rolar para o seu lado vazio da cama. As cartas mandadas por ti, endereçadas especialmente a minha pessoa e que continham seu perfume, eram lidas milhares de vezes, e minhas lágrimas deixavam a folha com pequenas manchas negras.
Todos diziam para que eu deixasse que meu coração fosse liberto, me fazendo dizer palavras de mau-gosto, e com isso afastava as pessoas, deixando-me apenas com aquelas palavras doces e gentis como companhia.
Mas um dia , uma carta redigida a mim, não continham palavras tão doces como antes. As palavras, afiadas como faca tiraram-me de meu mundo perfeito e imaculado, de que um dia ele voltaria para mim.
O tempo passou, e aquele sentimento foi guardado numa pequena caixa em meu coração, e o torpor que a ausencia dele causava , não era mais tão insuportavel como antes. Mas sem querer eu o sentia ainda perto de mim, como que seu calor não tivesse desaparecido de minha pele. Eu sabia que isso não desapareceria tão rapido, e dentro de minha alma, eu ainda lutava com o orgulho de não aceitar sua ida.
A batida em minha porta me tirou de uma serie de pensametos e ao atender, o vi parado ali, com o mesmo uniforme que estava a 10 anos atrás. A falta de ar, o nó em minha garganta, os olhos marejados e minha pele queimando diziam que eu o amava ainda. E seu sorriso nos labios, não precisavam dizer nada. Nosso olhar não precisava dizer nada, afinal, ali, havia o amor que por tanto tempo guadado dentro de meu coração, explodiu como fogos em meu peito.
Eu sabia que o final de meu contos de fadas, estava ali, parado em minha varanda com aquele olhar que presente nos meus sonhos estavam.

domingo, 30 de maio de 2010

Ensino médio


No meu ensino médio tive um grupo grande de AMIGAS. Quando uma começava a namorar, ou ficar firme com algum guri, elas simplesmente esqueciam que tinham amigas, e se dedicavam vinte e quatro horas por dia ao tal menino, que digamos de passagem, nem era tanto assim pra tudo isso. E quando acabavam, pra onde elas vinham? Sim, chorar em nossos ombros.
Nunca liguei pra isso, acho que as meninas precisavam mais nesse tempo era de um ombro amigo e tal. Mas agora, isso me irrita profundamente, pois quando nos formamos (estou no primeiro ano de faculdade, fora um ano de cursinho) cada uma arrumou um namorado e entrou na faculdade, inclusive eu, e nem por causa disso, deixei de sair com amigos antigos.
Mas o ponto que eu quero chegar não é de que cada uma arrumou um namorado e seguiu a vida. Se fosse isso, até tudo bem, eu não ligaria. Eu ligo, de que quando cada uma arrumou um namorado, e entrou em seu curso, esqueceu das antigas amizades, e colocou as novas acima de tudo, e me ignorou. Aham, me ignorou a ponto de não responder mensagens de celular, e nem scraps e nem atender ligações, e quando atende tem a voz mais horrível e seca do mundo.
Tudo o que eu fiz por elas, não valeu a pena não é?
Como eu escrevi em um post anterior, tenho que refazer minha limpeza no guarda-roupa do meu coração, e dar mais valor as pessoas que merecem.
Há pessoas que sabem quando estou mal, e quando estou feliz, e sabe dos pequenos detalhes de minha vida, como minhas bandas preferidas, estilos de roupa e seriados preferidos. Essas sim deviam não só ter um ombro, mas os dois para chorar e descansar a cabeça quando necessitarem. Essas que deveriam receber um “eu te amo” sincero todas as vezes que conversamos.
São essas, que eu tenho orgulho de chamar de “minha” melhor amiga. E não precisa ser só uma amiga. Às vezes, duas, três, podem ser suas melhores amigas sem nenhum problema.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Happy birthday.


Pensei muito no que poderia escrever hoje, aqui para você. Mas nem todas as palavras do mundo poderiam expressar o que eu sinto por estar presente em sua vida, nesse novo ano de sua vida.
Nós, apesar da distãncia(Belo Horizonte de São Paulo é um pouco longe), estamos de algum jeito presente uma na vida da outra, e não medimos esforços para que isso não acabe, enquanto que muitas outras pessoas moram na mesma cidade, e acham que ao entrar na faculdade, podem esquecer dos velhos amigos.Mas nós não, graças a Deus.
Obrigada por estar comigo sempre, amor. Isso é muito importante pra mim.
Que esse seu aniversario seja muito bom, e que voce seja feliz, afinal pra aguentar eu e a Jú (eu sei que voce vai ler isso, nem vem me xingar depois =])não é facil.
Que voce continue sendo essa pessoa maravilhosa, benevolente, caridosa, cuidadosa, amorosa que você é, e que voce ache esse ano o que está procurando, porque mesmo se voce cair pelo caminho, eu estarei caminhando ao seu lado pra te dar a mão. E porque eu não cai junto?A, eu sou mais inteligente e vejo os buracos. HAUAHUA, tá parei.

Parabens novamente Nah! Amamos você. (isso se encaixa a dona Julia também)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Confissões entre lençóis



"Havia tanto tempo que não conversávamos. O tempo, desgastante e traiçoeiro, nos arrebatou para uma rotina que não gostávamos, mas que não fazíamos força para que ela fosse mudada. Os segredos que antes não tínhamos, pareciam estampar nossos rostos. Mas nenhum de nós íamos dar o braço a torcer. Não contaríamos o que , expusemos um para o outro. Segredos que machucavam o coração e a alma, mas com um pequeno pedaço de seda, nós o cobríamos. E cedo ou tarde, ela iria amarelar, furar e se desgastar, e ao invés de colocarmos pra fora, cobríamos de volta. Como um vicio, que não quer ser demonstrado."

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Friendship



Hoje, uma grande, grande amiga deu seu ar da graça para minha imensa felicidade.Não foi uma visita formal com direito a pizza e abraço de despedida, mas sim uma gostosa conversa com direito a webcam e risadas e desabafos. Confesso que houve lagrimas nesse percurso, mas enfim. Ficamos das seis até as onze horas conversando, e quando ela disse que precisava sair, o tempo que antes era muito, me pareceu tão pouco!
Foi ai que eu parei pra pensar: precisamos de tantos amigos que estejam presentes em nossa vida todo o momento? Ou só alguns amigos, e sinceros nos bastam?
Eu admito que tenho muitos colegas, mas pouquissimos amigos, que eu sei que não irão me dar as costas os me julgar por quem eu sou, pelas minhas atitudes e caprichos. Que me darão um puxão de orelha e uma brona quando eu precisar, e um ombro pra eu desabafar. E que eu sei que dariam tudo pra me ver feliz. Eu sei que eu posso confiar as coisas , porque não sairá no jornal no proximo exemplar e nem no ouvido de toda população de São Paulo junto.
Mas será, voltando ao ponto principal, que precisamos de tantos ombtros e ouvidos nas nossas vidas?
Confesso mais uma vez, que fiz uma especie de limpa em meu guarda-roupa de amizades, e joguei muita "coisa" que eu vinha acumulando nesses 19 anos, deixando apenas as peças que cabiam e que combinavam comigo, e puxa, me sinto muito melhor.
Faça sua limpa anual nesse imenso guarda-roupa. As vezes , só uma gaveta basta.


  • Música do dia: Baby,It's Cold Outside-Lady Antebellum

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Aquelas palavras



Eu deveria ter dito algo. Aquele silencio que dividia-nos e nos deixavam um em cada ponta do sofá. Aqueles beijos e palavras de amor que não foram ditas a tempo, e que agora nos deixavam pensando em varias coisas, nas contas não pagas, no filme tipo B que passava naquele velho e empoeirado televisor. A vontade de dizer aquelas palavras , três que estavam na ponta da língua era tanta que a barra de meu vestido ,amassado estava. Eu abria a boca , mas nada saia. Até que a frase que eu não queria ouvir , ele disse:
-Até amanha -e me acenando apenas, abriu a porta
-Eu te amo- saiu sem querer.
Seu rosto, clareado por essa simples frase fez um sorriso se formar em minha boca
-Eu também te amo. - veio quente e umido daqueles labios.
A porta fechada com o pé, e a pressa em seu olhar me disse tudo


Bom dia das mães.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

The first day of my life

A empolgação e a vontade de ser "famoso" por aqui é tamanha. Não vou mentir, dizendo: bom, primeira vez, é facil. Não, não é facil, tentar agradar a mim e a quem lê de primeira. Mas vou fazer o meu melhor, e escrever o que me vem na mente e principalmente num orgão muito especial para todas: o coração.
Não sou hipocrita, apenas sei que a primeira vez é sempre dificil .
Mas prometo melhorar, prometo. Assim como prometi para mim mesmo a cada novo ano, que entraria na academia. Só que ao contrario do que venho prometendo a cinco anos (pois é), essa promessa pe mais facil e prazerosa do que voces podem imaginar.