quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imagens medidas.


Uma imagem vale mais do que mil palavras. Certo?
E se eu por três dias só desenhasse ou tirasse fotos, sem dizer uma única palavra. Será que as pessoas entenderiam, ou me julgariam?

Será que eu preciso da aprovação de outras pessoas pra continuar meu caminho? Ou é a mania de querer meter o nariz em tudo quanto é ação? Cidades pequenas dizem isso, famílias pequenas dizem isso, turmas pequenas dizem isso.

Então o que essas pessoas diriam, se eu não falasse?Tirariam suas próprias conclusões fazendo fofocas e me colocariam em maus lençóis com as pessoas que eu amo e a sociedade em geral?

O que eu quero dizer: a sociedade é uma merda, porque as pessoas fazem merdas a todo momento. Se a pessoa ao seu lado não fosse idiota, não viveríamos num mundo bem melhor?

Para, pensa , reflita e depois me diga o que você acha.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O punhal e a mentira

O local estava lotado, lotado de almas em busca de uma bebida, de uma companhia. E eu me sentia só. Como se aquilo que eles falavam, e buscavam não era o certo pra mim. O salto em uma das mãos, eu sai. Me desviei de caras cheirando a cerveja barata e o ar frio da madrugada bateu em meu rosto tão forte, que eu pensei que a marca ficaria.

Procurei e o único estabelecimento aberto, era a cafeteria com uma moça no balcão. Eu precisava sentar, e limpar as lágrimas que rolavam pelo meu rosto borrado de um lápis vagabundo e de um vagabundo que havia partido meu coração nessa noite, ao me prometer em palavras vazias que me amava, mas não cumpriu.

Sentei-me em um dos bancos, e pedi um café e uma cartela de cigarros, e como brinde ela me entregou um lenço para que eu limpasse as marcas sofridas em meu rosto. Eu não queria me sentir desse jeito, mas o buraco era tão grande em meu peito que doía, doía e doía. A vontade tremenda de não ter te conhecido ganhava e me possuía de uma forma tão grotesca que me apunhalava pelas costas, e arrebentava-me por inteira.

As seis horas da manhã eu voltei pra casa. E ao passar pela cozinha, minha mãe sentada com um jornal me perguntou se eu estava bem.

-Claro mamãe.- foi o melhor que eu consegui.